Certo dia, ao acordar percebi que não havia mais espaço para minhas “bobagens”. Então andei em direção ao nada, e lá encontrei tudo que deixei para trás. E ao me deparar com tudo aquilo, recolhi apenas o que julguei importante e ainda poderia ser reconstruído. Após isso corri um pouco pois o tempo não costuma dar tempo para organizar coisas que geralmente saem do lugar.Assim, caminhei novamente, e cheguei até aqui, onde por um instante sentei, e decidi deixar tudo o que não me pertencia, despir-me de tanta asneira, que muitos adoram insistir. Porém minhas bobagens resolvi guardar em uma caixa, afinal elas tem valor para mim, não importa quão infantil sejam, gosto delas mesmo assim. Não tenho a pretensão de que aceitem, espero apenas que respeitem, assim como aprendi a respeitar à mim mesma, e só então pude concluir, que não largo o que me torna diferente, pois é bom, eu construir. Eu que sou simples amadora, jovem sonhadora, telespectadora do que descubro em mim.
Kessily'M.
quinta-feira, junho 09, 2011
terça-feira, maio 24, 2011
QUEM QUER DESTRUIR A FLORESTA AMAZÔNICA-DEPUTADOS QUE VOTARAM A FAVOR DO NOVO CODIGO FLORESTAL
quarta-feira, maio 04, 2011
terça-feira, maio 03, 2011
quinta-feira, abril 14, 2011
Projeto livro 3 parte 1 cap 1
Seu corpo agora pesava, respirava com muito esforço, podia ouvir o próprio coração bater rápido, como se o músculo estivesse desesperado para salvá-lo, como se pressentisse que logo ia parar de vez, cada batida a mais era agora uma batida a menos, como um relógio em contagem regressiva para o nada, o tempo, ou a falta deste, que nunca antes fora um problema, agora se tornava uma tragédia real, ele queria mais tempo, agora sabia, agora queria viver.
Era ele e o outro, parados em meio à avenida, cercados de carros abandonados, com pessoas, milhares de pessoas, atentas a tudo, algumas oravam em silêncio, algumas gritavam palavras que eram agora, na ultima das horas, apenas sons incompreensíveis e algumas outras choravam, pareciam realmente tristes, seria por ele?
O outro agora levanta a pistola, num movimento lento e constante, como se fosse para lhe dar mais tempo vivo, ou só para prolongar a dor, não se sabe.
Eleva o braço da arma à altura do ombro e ali para, na posição de tiro.
Plínio põe a mão sobre o peito, sobre o ferimento, sobre o lugar do tiro que recebera, três dedos acima do coração.
-Não vou errar o próximo tiro, Plínio.
A voz parecia vir de longe, com os olhos cansados e a visão borrada, Plínio só conseguia enxergar um borrão do homem que seria seu carrasco, a voz era fria, clara e definitiva, mas inexplicavelmente isso o fez sorrir
- Por que em uma hora como essa você sorri? onde está a graça nisso tudo?
Plínio tira a mão da ferida, a mão está coberta de sangue, mas ele não sente mais dor, não sente mais seu corpo, ele olha para o outro, consegue focar nos seus olhos, que estão agora estranhamente surpresos, e fala, quase rindo:
-Você parou de me chamar de garoto.
Tiro
Gritos
Silêncio
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